Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Opinião #27

Ainda que a questão, absurda, seja se uma criança adoptada por uma casal homossexual tem mais possibilidades de vir a ter a mesma orientação sexual, seja qual for o cenário, comparando um lar com dois adultos a um orfanato, não vejo que mente empedernida pode considerar melhor o segundo.
publicado por joao moreira de sá às 06:28
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2 comentários:
De Ricardo Santos a 23 de Outubro de 2007 às 13:01
Caro autor deste blogue,

Vim aqui parar a este blogue por acaso e, face às opiniões simples, fui lendo post atrás de post. Não é que concorde com tudo o diz, mas na generalidade achei bastante oportuno.
Contudo, do que diz respeito a este post concreto sobre a homossexualidade e a adopção, não me parece que a sua opinião seja justa, pois assenta sobre uma falácia. Isto é, não sei até que ponto conhece a realidade da adopção portuguesa. Eu conheço apenas superficialmente, mas o suficiente para afirmar com toda a certeza que não há "oferta" suficiente de crianças nos orfanatos, para a quantidade da "procura" pelos pais. O que eu quero dizer é que, apesar de haver muitas crianças nos orfanatos, muitas não são "adoptáveis" por razões que escuso discriminar. E as que estão preparadas para serem adoptadas são em número inferior aos pais que os pretendem adoptar. Esta é uma das razões que leva a que uns amigos meus, cuja única condição foi "que a criança tenha por volta da idade escolar, isto é, 6 anos mais ou menos" (veja que a maioria dos pais pretende bebés até 1 ano e aí o tempo de espera é muito mais longo), estejam há mais de 3 anos à espera.
Penso que este argumento seja suficiente para que perceba que, por um lado, não é por estarmos a alargar o leque de pais para adoptarem crianças, que menos crianças ficariam por adoptar, e por outro, estar a colocar um casal de homossexuais (masculinos, suponhamos) numa lista de espera por uma criança que sonha com uma mãe, é demasiado cruel.
E não digo mais para não estar a entrar no campo da psicologia.

De resto, gostei do blogue e conto cá voltar.
De joao moreira de sá a 23 de Outubro de 2007 às 13:34
Caro Ricardo,

Agradeço as suas palavras. Concordo com quase tudo o que diz. Mas você aponta um outro problema: se o distema de adopções em Portugal fosse eficaz, não sobrariam crianças para serem adoptadas por casais homossexuais, fazendo uma generalização muito básica. Isso seria optimo. Ninguém, homo ou hetero, se poderia dar ao luxo do egoismo de reclamar por não haver crianças para adoptar.

Neste post eu não me referi à adopção por casais heterossexuais e mas sem preconceitos, assumo que na minha cabeça, numa situação ideal todas as crianças, a serem adoptadas, deveriam ter direito a um pai e uma mãe, como eu tive e tenho, como os meus filhos filhos têm.

Mas é o final do seu comentário que, para mim, justifica o meu: nenhuma lista, condição, orientação social ou tipologia humana de um lar é mais cruel do que um orfanato.

Reitero: não discordo de si, apenas que o que me preocupa, acima de tudo, não é quem adopta, é quem não é adoptado.

Este post não é sobre adopção, é sobre orfanatos.

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Arcebispo de Cantuária

Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 43 anos. Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever. jmoreiradesa@gmail.com

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