Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Opinião #60

 
Acho tanta piada a isto que se calhar devia ir para o belogue de humor.
 
Português de 55 anos: "eu com 55 anos estou bom para trabalhar mas nesta idade é difícil arranjar emprego".
 
Português de 60 anos: "ora como é que eu, com 60 anos, posso trabalhar ainda até aos 65 anos? Ainda para mais nesta profissão" (não interessa qual é, são todas de "desgaste rápido" por cá).
 
Português de 60 (ou 65) anos: "isto uma pessoa habitua-se ao trabalho, de repente fica reformado, sem nada para fazer, é uma tristeza".
 
Talvez não fosse má ideia incluir o "Cândido ou o Optimismo" do Voltaire com leitura obrigatória... em todos os anos do ensino escolar.
 
publicado por joao moreira de sá às 06:32
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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Opinião #59

 
O mundo está muito bem como está.
 
Com o Médio Oriente em perpétua ebulição e mais uns Iraques e Afeganistões garante-se a indústria do armamento.
Com a semi-anárquica América do Sul garante-se a parte da droga (e armas).
Em África trata-se do resto, lixeirada, corrupções, comidinha e coisinhas humanitárias, muitos medicamentos, ONGs, OGs,ONUs, golpes de estado (que precisam de... armas).
 
Estão reunidas todas as condições para que os grandes negócios estatais e privados a nível mundial, armamento, droga, tráficos (de pessoas a influências, que com se sabe valem muito mais) e indústrias farmacêutica, alimentar e de construção civil.
A isto eu chamo um planeta bem gerido.
 
Claro que há uma bomba na sede do governo do mundo (é uma metáfora senhores das escutas e demais Echelons, não se trata de uma ameaça terrorista dirigida à sede da ONU), mas enquanto não explode e mata todos os personagens, o filme está muito bem feito.
 
publicado por joao moreira de sá às 17:30
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Divagação #8

 
O meu computador anda estranho. Não tem sintomas muito claros mas pequenas coisas que só eu noto fazem-me andar desconfiado.
Já consultei o AVG, que no fundo é o anti-vírus "segurança social" para quem não pode aceder aos "privados" e diz-me que não tem nada, mas ando preocupado.
 
E já diz um bécape dos conteúdos importantes? Não!
 
Constato, estou preocupado com o estado de saúde de um computador. Estou a admitir poder "senti-lo". Devia passar menos tempo com esta máquina. No dia em que me passe pela cabeça que há reciprocidade já será tarde de mais.
 
Uma vespa ainda admito mas, um computador?!
 
publicado por joao moreira de sá às 17:29
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Opinião #58

 
A administração pública tem que melhorar. É consensual. Eu acho é que devia começar pelos detalhes do que por grandes planos estruturais, mesmo que estes fossem bons.
 
Não adianta tentar acertar o relógio se não retirarmos os grãos de poeira que emperram a engrenagem.
O cidadão, questionado, refere-se a SIMPLEX's ou a "eu tenho um caso...".
 
Eu tenho um grã... perdão, um caso.
 
Carta de aviso de senhora de bens se não pagar X no prazo de 10 dias.
Diz respeito a quê? Devo o quê sobre quê? Não diz. E 10 dias de quais, dos úteis ou também contam os inúteis? E conta a partir da data em que mandam (injusto) ou da data em que recebo (justo)? E como é que vocês sabem?
Nada! Não diz nada. Devo X, pagar em 10 dias e lá em cima o inexorável "Processo nr."
Problema. Eu não tenho nada por pagar. Consulta à net. Nada por pagar. Contudo...
Repartição de Finanças. Devo X. Diz respeito a? Contribuição Autárquica (que agora se chama outra coisa para disfarçar). Sobre quê? Não me pode dizer, só depois de eu pagar. (ah! Ainda levei um raspanete por pagar algumas contribuições e não pagar outras. Aparentemente o cargo confere-lhe direito de julgamento de comportamento fiscal).
 
Ora aqui é que está o grão de areia. Eu tenho que ter o direito de saber porque é que devo X porque para pagar X eu preciso de saber uma coisa tão básica como O que é que eu estou a pagar.
 
Claro que a solução é acertar o relógio à mão, o que no caso significou ir às alucinantemente inoperantes finanças de Torres Novas, falar com "uma senhora" que a bem do pagamento dos benditos X lá revelou o segredo. E de caminho levei com mais umas quantas contribuições autárquicas em atraso. Não é ser rico, é que eles fazem "Cadernetas Prediais de Prédio Rústico" (?!) para incluir 1 (uma) oliveira. A sério, tenho uma oliveira que É um prédio rústico (que em administrês é sinónimo de rural e oposto de urbano).
 
Curiosidade final. Porque é que recebo a carta de Notificação de Penhora de Bens e não recebi - que não recebi - os avisos de pagamento das contribuições? Dava um novo grã... caso, mas resumindo, sei que vão entender, as cartas são enviadas para a morada da Cabeça de Herdeiros de ... Como já havia algumas coisas em atraso e uma estava em execução fiscal, "a senhora" resolveu enviar para a segunda pessoa e endereço constante na lista de Herdeiros de...
Mas então, porque é que não mandaram logo?
 
publicado por joao moreira de sá às 17:29
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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Opinião #57

 
Já inventaram tanta coisa remotamente importante, porque é que ninguém inventa um abridor de portas da rua (ou portões) portátil?
 
Eu aceitava levantar-me de 5 em 5 minutos por problemas próstaticos, mas para abrir a porta à Dica da Semana, CTT, Telepiza, Pizahut, Continente, Modelo, Jumbo, Carrefour, Feira Nova, Lidl, Plus, Mini-Preço, Canalizador, o senhor das Caldeiras, mais "publicidade", "pode abrir se faz favor" e ainda umas pessoas que "só me querem dar uma palavrinha", não há linha de pensamento que aguen... (tenho que acabar... estão a tocar à campainha)
 
publicado por joao moreira de sá às 09:10
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Opinião #56

 
A nacional auto-estima e prontidão para a crítica (negativa, desconstrutiva) e maledicência mede-se por esta reacção.
 
Incêndio em Portugal, lavra há 12 horas, 350 bombeiros, não arde nem uma casa. Mas tá difícil apagar. Alguém está a fazer asneira, claro, bombeiros, protecção civil, governo, ou todos, o mais provável.
 
Incêndios na Califórnia, meio milhão de evacuados (nunca percebo se foi gente que tiraram de lá ou se é a forma jornalística de dizer "borrados de medo"), 6 mil bombeiros, quinhentas casas ardidas, 1 morto, não sei quantos feridos (não é uma expressão, não sei mesmo). São os incêndios que devem ser mesmo “muita grandes, caraças”!
 
publicado por joao moreira de sá às 08:12
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Opinião #55

 
Dizer mal de Paulo Coelho é quase moda. Nem é preciso ter lido.
Aliás, nunca é. Basta que muita gente tenha lido. Veja-se o Código Da Vinci.
O Código Da Vinci é um mau livro? É certo que do ponto de vista literário pode não ser uma obra de arte mas não sendo mal escrito é, enquanto enredo, "estória", muito bem feito. Agarra-nos, prende-nos, leva-nos lá para dentro e só nos devolve à realidade no final. Não é essa afinal uma das funções de um livro?
 
O Alquimista ou A Bruxa de Portobello são maus livros? Deixando de lado os preconceitos não são. O que não faz de Paulo Coelho um grande escritor, mas para mim pode e deve considerar-se uma diferença entre grande autor e grande escritor.
Mas o curioso é que quem não gosta, não gosta de Paulo Coelho, não dos livros de Paulo Coelho. O que sim seria uma posição literária. Não gostar de Paulo Coelho é uma posição pessoal. Ora a mim, curiosamente, interessam-me muito mais os livros do que os seus autores.
 
publicado por joao moreira de sá às 08:08
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Opinião #54

 
O problema do país está nos relógios
 
Ecografia renal, tipo grávida mas na renacão, a que horas? 11 da manhã? Pode ser.
 
No meu relógio são 11.25 e nada...
 
Penso que era uma questão de aproveitar um dia os telejornais e por o país a sincronizar os relógios.
 
publicado por joao moreira de sá às 06:39
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Solução #1

 
Aqui (não) vou ser feliz
 
Se eu fumar um charro à noite e lamber o aparelho (vulgo “teste”) na manhã posso ir preso. Uma vez preso até me trocam as seringas.
 
Se eu não pagar uma dívida de 25 euros porque os CTT não conseguem atinar com a minha morada, que é de Azeitão mas são os correios de Sesimbra quem distribui o correio, notificam-me penhora de bens. Mas se eu dever 12 ou 15 milhões de euros (só de juros!), perdoam-me a dívida.
 
A solução e drogar-me e endividar-me.
 
publicado por joao moreira de sá às 06:38
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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Bipolariadade #1

 
(tou tramado, hoje há gente a ler isto!)
 
Bem vindos ao meu lado sério. O meu outro lado é aqui.
 
Agradeço a vossa visita, não façam cerimónias, sintam-se como se estivessem no vosso belogue.  
 
publicado por joao moreira de sá às 11:21
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Opinião #53

 
Os pilotos da aviação civil acham-se mais uma das excepções, que se formos a ver acabam por englobar a quase totalidade dos portugueses, que não podem trabalhar até aos 65 anos.
A frase está incompleta, não podem trabalhar, no caso voar, até aos 65 anos... em Portugal.
Ora vejam lá o que é que 90% dos pilotos faz entre a reforma aos 60 e o limite legal para voar aos 65. Vão pilotar para as Emirates e Singapore's que pagam ainda melhor.
Só se é por patriotismo. Como dizem que pilotar depois dos 60 é perigoso, optam por não por em perigo a vida de portugueses. Deve ser, deve.
 
publicado por joao moreira de sá às 09:28
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Opinião #52

 
A área ardida, este ano, foi a "mais baixa de sempre" (?) e "as condições climatéricas ajudaram mas não explicam tudo".
Não. Mas se para o ano o inferno voltar, explicam de certeza.
 
publicado por joao moreira de sá às 09:26
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Pensamento #30

 
Tenho pena de não ter daquelas cabeças que decoram frases, citações, poemas, nomes de livros, autores, pintores, pensadores e demais animadores.
Aparentemente seria muito mais culto.
Só ainda não percebi é como nem porquê. Deve ser por não ter uma cabeça dessas. Ou por não ser culto.
 
publicado por joao moreira de sá às 09:25
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Opinião #51

 
É presunção? Pode ser. Mas se os senhores dos prémios de world music e da crítica que os seguem ouvissem com atenção Kátia Guerreiro, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Cristina Branco, só para citar quatro, uma Mariza passaria completamente despercebida, enquanto fado, entenda-se. Na categoria Folklore talvez caiba.
 
publicado por joao moreira de sá às 09:24
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Pensamento #29

 
Ao ler a edição da revista Sábado de quinta feira, 11 de Outubro, um artigo sobre um livreco escrito por um motorista de limousines em Nova York será decerto considerado um fait-divers perante a grandiloquência analítico-opinativa de um auto-proclamado jacaré Pereira.
A mim, básica lagartixa que sou, é o artigo que mais me interessa. Por ser o que mais me revolta.
Quando leio que gajo que até pelo nome Martins da Cruz parece respeitável dá ordens para despedir o motorista porque este tinha razão sobre a correcta localização da entrada do hotel que o primeiro teimou ser noutro local, ou que uma, chamemos-lhe senhora porque tivemos a educação que ela não teve, se faz valer do seu estatuto de secretaria de estado para mandar atrasar um voo da TAP e fazer sair um passageiro cumpridor dos horários, isto depois de por birra ter passado três dias a passear em Nova York à conta dos meus impostos, vem-me à cabeça o episódio do cozinheiro que Isabel II despediu por a ter tratado por "sua alteza" em vez de "sua majestade" e, curiosamente, ao mesmo tempo o episódio de Bill Clinton e a oral Monica.
E fico a pensar duas coisas. A primeira é que é pena que de facto talvez das poucas coisas que todo o poder e dinheiro do mundo não podem comprar é educação (outra é humildade). A segunda é que se calhar muita desta gente precisava de uma boa Monica ou Monico nas suas salas ovais ou vidas quadradas.
 
publicado por joao moreira de sá às 11:34
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Opinião #50

 
Nunca percebi a lógica de os crimes prescreverem. Se a coisa fosse, ao fim de x anos você devolve o dinheiro do assalto e não há lugar a punição, ainda encontraria uma lógica, parva mas lógica. e nos casos de, pronto, você matou mas como já passaram y anos... ressuscita-se a pessoa e não se fala mais nisso? Sejamos ainda complacentes, já que a dita justiça o é, aqui não há lógica mas podia-se acertar um "pacote" de milagres.
Mas noutros ainda que, você violou, torturou, que lógica ou milagre desviola ou destortura?
Ou será que a única lógica na prescrição de crimes é o alívio do "passivo" da justiça?
Tu queres ver... Não, não pode ser, isso seria injusto e hipócrita e um estado de direito não é injusto nem hipócrita.
(pois não?)
 
publicado por joao moreira de sá às 11:34
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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Opinião #49

A Pescanova, que é uma empresa abonada e de boa saúde, investe 140 milhões e leva 40 milhões em apoios e benefícios fiscais.
Eu quando criei uma empresa investindo 5 mil euros levei zero.
Proporcionalmente deveria ter recebido 28%, 1400 euros.
Ou aquilo de criarmos o nosso próprio emprego, dinamizar o empreendedorismo, blá, blá, blá, e só blá, blá, blá?
De que é que adianta criar empresas na hora para depois andarem a falir nas horas?
Criar 200 empregos subsidiados com 40 milhões dá 200 mil euros por emprego. Dêem esses 200 mil ao desempregado em vez de ser à Pescanova e vejam lá se essa pessoa opta por ir embalar pregados a 400 euros por mês. A brincar a brincar corresponde a 41,6 anos de trabalho!
 
publicado por joao moreira de sá às 08:23
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Arcebispo de Cantuária

Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 43 anos. Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever. jmoreiradesa@gmail.com

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