Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Agora, comecem por cima.

 

Cortar é nos mexias, mas frotas, nos boys, nas medeiros, no financiamento aos partidos (usando parte-zinha para fiscalização do financiamento público), é atender o telefone às 12.45 se o almoço é às 13, é formar, desburocratizar, simplificar, reorganizar, pôr a funcionar. É deixar o cidadão honesto em paz e ir realmente chatear os grandes - e pequenos - evasores fiscais, é trazer para o mercado a economia paralela em que todos vivemos um pouco e o estado finge nem ver.
Depois, peçam os sacrifícios, mais sacrifícios, todos os que sejam necessários, mas que sejam para pagar um futuro, não as vossas asneiras.

publicado por joao moreira de sá às 18:09
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

PSP parte II: de loucos ou "agora já só para rir"

 

Segunda volta: regresso da escola com os filhos. Mesmo agente. Mais calmo, mas como "a viatura está virada para o Campo Grande não o posso deixar virar para a Avenida do Brasil, tem que dar a volta e vir pela faixa reservada" (não podia? o trânsito está um caos!!! enfim). Assim fiz.

 

Cruzamento Campo Grande - Av. Brasil, eu na faixa que me foi indicada, outro agente. Apita e indica-me Campo Grande. Abro janela para explicar "o seu clega disse-me", ao que "SE NÃO INICIA JÁ A MARCHA DO VEÍCULO OU SE VOLTA A ABRIR A BOCA VAI SER AUTUADO". Perante isto, fazer o quê? Chamar a polícia? Segunda volta ao Campo Grande.

 

Respeitei o desvio de trânsito... e não é que já não me queriam deixar virar outra vez para a Avenida do Brasil porque entretanto a faixa onde eu ia ser autuado se "abrisse a boca" já estava cheia de carros e agora já o segundo mau estava à esquina a fumar uma cigarrada (ou um charrito, nunca se sabe).

 

Conclusão, não sei se tenha um ataque de nervos e me torne um serial police killer ou se um ataque de riso. Talvez opte por este, embora creia que seja mais perigoso neste país...

 

publicado por joao moreira de sá às 17:35
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Email enviado à PSP

Trânsito na Avenida do Brasil - Lisboa

Exmos. Senhores,

Tenho casa na Rua José Lins do Rego, em Lisboa, a qual apenas tem acesso pela Avenida do Brasil no sentido ascendente (Campo Grande - Aeroporto). Devido às obras de repavimentação (presumo), este sentido encontra-se neste momento cortado ao trânsito. Ante a impossibilidade de chegar a casa, parei para pedir indicações ao agente que procedia ao desvio do trânsito para o Campo Grande, tendo ouvido, antes sequer de poder fala "não vale a pena parareS que ne TE vou dizer nada, segue!".

Ante a minha perplexidade pelo trato bruto e de todo desadequado a um agente da autoridade, insisti, tentei explicar que não tinha outra forma de chegar a casa a menos que me fosse indicado um trajecto alternativo. A atitude do a quem infelizmente (ou propositadamente) o colete reflector tapava a placa identificadora e que me recusou identificação sob ameaça de ordem de prisão foi virar-me as costas.

Eu como cidadão não aceito ser tratado assim por um agente da PSP e insisti novamente, parei o carro e pedi que me alguém me indicasse como chegar a casa ao que a resposta foi "mas estás a brincar comigo? isto está assim há 4 dias, já devias ter pensado nisso". Pois acontece que não só não sabia como não me parece que a resposta (para não falar no trato por "tu" pois não me recordo de ter andado na escola com aquele agente) seja solução pois ficar fechado em casa até as obras acabarem não me serve, nem a mim nem ao moradores das ruas José Lins do Rego e Afonso Lopes Vieira, pois neste momento todos temos o mesmo problema.

Não é normal que eu, cidadão, fique com medo de um agente da PSP e posso garantir-vos que a atitude e agressividade com que eu (e os demais automobilistas) fomos tratados e totalmente intimidatória, um claro abuso de autoridade.

E tudo isto para quê? Para por fim perceber - afinal parece que pensava, só não estava com paciência - e deixar-me vir para casa muito, mas muito indignado escrever este email. Não espero qualquer satisfação por parte da PSP pois infelizmente este tipo de trato para com o cidadão não deixa em mim qualquer esperança de uma atitude por parte das chefias para que estes detalhes (moradores afectados por obras, trato com o cidadão, etc.) venham um dia a ser corrigidos, pelo contrário, têm tendência a piorar.  Resta-me apenas a satisfação de o enviar e publicar em todas as redes sociais em que estou presente e onde sou lido - já estará no Facebook no momento em que alguém na PSP se dignar ler - pois a nós resta-nos a denúncia pública e o direito à indignação.

Mas depois não se admirem, porque quem não respeita também não é respeitado. Eu estou farto da prepotência dos agentes da PSP nas operações stop, em ocasiões como a que acima denuncio enquanto vejo a gatunagem operar livremente, o que parece não incomodar as autoridades portuguesas. A mim, cidadão honesto e cumpridos incomoda e muito. Se os agentes da PSP não forem os primeiros a mostrar civismo no trato e nas acções, que respeito merecem da nossa parte? Da minha nenhum, lamento.

João Moreira de Sá

publicado por joao moreira de sá às 14:47
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Arcebispo de Cantuária

Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 43 anos. Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever. jmoreiradesa@gmail.com

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